Hortifruti-love no Egito antigo e no além

Sabia que os antigos egípcios levavam banquetes para a outra vida?

Imagem: Merit e Kha em frente a Osiris

Imagem: Merit e Kha em frente a Osiris

Era costume que mortos oferecessem abastadas oferendas alimentares que preparavam ainda em vida, e assim partiam de mala e cuia para a próxima, levando alimentos, joias, utensílios, roupas, cosméticos e até maquiagens.

Na tumba (do século 14 AC) do arquiteto Kha, e de sua esposa Merit, descoberta em 1906, foram encontrados:

  • Pães achatados em formas de animais
  • Cebolas, alho, saladas, abóboras e azeitonas
  • Sal e especiarias como cominho, zimbro, estragão e semente de coentro, que eram usadas no preparo de lentilhas e favas.
  • Frutas como tâmaras, alfarroba, tamarindo, figo, e uvas passas
  • Vegetais moídos (parece que Kha quase não tinha dentes quando morreu).

Como vocês podem ver, ninguém viajava desprevenido. Já chegavam com a despensa cheia, dieta equilibrada (e muito provavelmente orgânica).


Post inspirando no delicioso curso A arte do bem viver no mundo antigo: erotismo, estética e comensalidade, idealizado pelos professores Isabella Callia e Plínio Freire Gomes.

Isabella Magalhães Callia é mestranda em Língua, Literatura e Cultura Italianas pela FFLCH-USP e especialista em Gastronomia: História e Cultura pelo Centro Universitário Senac.

Plínio Freire Gomes é mestre em história pela FFLCH-USP e autor de Um herege vai ao paraíso (Cia. das Letras, 1997).